Asa Branca – A Voz da Arena chega aos cinemas brasileiros em 18 de dezembro de 2025 como uma cinebiografia nacional de 1h49min, dirigida por Guga Sander e distribuída pela Paris Filmes. O longa retrata a trajetória de Waldemar Ruy dos Santos, o lendário locutor de rodeios conhecido como Asa Branca, figura que redefiniu o espetáculo das arenas no Brasil a partir dos anos 1990.
A estreia ocorre em mais de 100 cinemas no país, mirando um público amplo — não apenas fãs de rodeio, mas também espectadores interessados em histórias reais de ascensão, excessos e queda.
Quem foi Asa Branca e por que ele virou referência no rodeio brasileiro?

Waldemar Ruy dos Santos, conhecido nacionalmente como Asa Branca, foi o locutor que mudou de forma definitiva a maneira como o rodeio era apresentado no Brasil. Antes dele, a narração era estática e restrita ao anúncio técnico das montarias.
A partir do fim dos anos 1980 e, principalmente, durante a década de 1990, Asa Branca passou a tratar a arena como um espetáculo completo, colocando o locutor no centro da ação. Após encerrar a carreira como peão por causa de um acidente grave que perfurou seu pulmão, ele assumiu o microfone e introduziu inovações concretas: passou a narrar de dentro da arena, usando microfone sem fio, sincronizou a locução com trilhas musicais para aumentar a tensão das montarias e criou entradas cenográficas, incluindo descidas de helicóptero em grandes eventos.
Essas mudanças transformaram o rodeio em entretenimento de massa e fizeram de Asa Branca o locutor mais reconhecido do país, presença constante nas principais festas do peão e responsável por consolidar o papel do narrador como parte essencial do show.
O que o filme mostra além da fama nas arenas?

Asa Branca – A Voz da Arena não se limita ao período de sucesso. O roteiro avança para os bastidores da carreira e expõe o custo pessoal da fama.
No auge da popularidade, quando sua voz se torna onipresente nas principais festas do peão do país, Asa Branca passa a viver uma rotina marcada por excessos, com consumo frequente de álcool e drogas, atrasos em compromissos profissionais e conflitos com produtores de eventos. O filme aborda de forma direta o impacto dessas escolhas na vida pessoal e na carreira do locutor, incluindo o afastamento progressivo das grandes arenas e o agravamento de seus problemas de saúde.
Nos anos 2000, já fora do centro do circuito, Asa Branca enfrenta o diagnóstico de HIV e uma fase de isolamento, até reencontrar Sandra, seu amor da juventude, personagem que simboliza a tentativa de reconstrução e redenção.
Elenco, direção e os bastidores da produção
O papel de Asa Branca é interpretado por Felipe Simas, em uma das atuações mais físicas e intensas de sua carreira no cinema. Para viver o locutor, o ator precisou reproduzir não apenas os bordões e o ritmo característico da narração, mas também a presença corporal dentro da arena, elemento que diferenciou Asa Branca de todos os seus contemporâneos.
Ao seu lado, Lara Tremouroux interpreta Sandra, o elo afetivo que conecta o passado e a tentativa de recomeço do personagem, enquanto Camila Brandão vive Jibóia, técnica de som e parceira profissional que acompanha de perto os bastidores das arenas.
A direção é assinada por Guga Sander, em seu primeiro longa-metragem, após trabalhos em séries e novelas na televisão brasileira.
As filmagens aconteceram no interior de São Paulo, incluindo a região de Fernandópolis, cidade ligada a momentos decisivos da vida real de Asa Branca. O cronograma foi enxuto: o filme foi rodado em cerca de 20 dias, exigindo soluções técnicas específicas para recriar as montarias com segurança. As cenas de arena foram filmadas com atores e animais em momentos separados, combinadas posteriormente na pós-produção, enquanto as entradas espetaculares — como as famosas chegadas de helicóptero — foram reconstruídas com recursos visuais, sem expor o elenco a riscos reais.
A produção é da Sentimental Filme, com distribuição da Paris Filmes, e contou com apoio de mecanismos públicos de fomento ao cinema brasileiro.
Quando estreia, duração e onde assistir no Brasil
Asa Branca – A Voz da Arena estreia oficialmente nos cinemas brasileiros em 18 de dezembro de 2025, com duração de 1h49min. O lançamento acontece em escala nacional, com presença inicial em mais de 100 cinemas, totalizando aproximadamente 110 salas, segundo dados do mercado exibidor. A distribuição fica a cargo da Paris Filmes, responsável por levar o longa tanto a capitais quanto a cidades do interior — um ponto estratégico, considerando a forte ligação do tema com o público das festas do peão e do rodeio.
Neste primeiro momento, o filme está exclusivamente em cartaz nos cinemas. Ainda não há anúncio oficial sobre estreia em plataformas de streaming, aluguel digital (VOD) ou exibição em televisão aberta ou por assinatura.
